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Israel e Líbano retomam negociações para estender cessar-fogo no Oriente Médio
Israel e Líbano retomaram nesta quinta-feira (23) uma nova rodada de negociações com o objetivo de estender o cessar-fogo vigente entre as partes, em meio à escalada recente de violência na região.
As conversas estão sendo mediadas pelos Estados Unidos e ocorrem em Washington.
Tentativa de prolongar a trégua
O atual cessar-fogo, iniciado em meados de abril, tem duração limitada e pode expirar nos próximos dias.
Diante disso, o governo libanês busca ampliar o prazo da trégua, além de negociar condições para reduzir as tensões na fronteira.
A extensão dependerá de avanços nas negociações e de compromissos assumidos por ambos os lados.
Pauta das negociações
Entre os principais pontos discutidos estão:
- Retirada das tropas israelenses do sul do Líbano
- Fim de ataques e operações militares
- Libertação de detidos
- Definição de limites territoriais
O governo libanês também pede o fim de demolições em áreas ocupadas e a garantia de retorno de civis deslocados.
Primeiras conversas diretas em décadas
As reuniões marcam um momento raro de diálogo direto entre Israel e Líbano, algo que não ocorria há décadas.
O encontro é visto como um passo importante para tentar construir um acordo mais amplo de estabilidade na região.
Divergências persistem
Apesar da retomada das negociações, há impasses relevantes.
Israel defende a criação de uma zona de segurança na fronteira e o enfraquecimento do grupo Hezbollah, enquanto o Líbano exige a retirada completa das forças israelenses.
Além disso, o Hezbollah não participa diretamente das negociações e já sinalizou resistência a eventuais acordos.
Contexto de conflito
O cessar-fogo foi estabelecido após semanas de confrontos intensos, que deixaram milhares de mortos e deslocaram grande parte da população no sul do Líbano.
Mesmo durante a trégua, episódios de violência e acusações de violações continuam sendo registrados.
Expectativa internacional
A comunidade internacional acompanha as negociações com atenção, diante do risco de ampliação do conflito no Oriente Médio.
A expectativa é que a extensão do cessar-fogo ajude a reduzir a violência e abra caminho para um acordo mais duradouro.
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