Política
Banco Master e Daniel Vorcaro aplicaram R$ 12,2 bilhões em fundos, aponta Receita Federal

Dados da Receita Federal do Brasil revelam que o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro aplicaram cerca de R$ 12,2 bilhões em fundos de investimento entre 2017 e 2025.
As informações foram encaminhadas à CPMI que investiga irregularidades envolvendo aposentadorias e pensões do INSS.
Recursos concentrados em poucos fundos
Segundo os dados, a maior parte dos valores foi direcionada a fundos ligados a duas gestoras:
- Trustee: R$ 6,3 bilhões (52%)
- Reag: R$ 5,3 bilhões (44%)
Juntas, essas estruturas concentraram mais de 90% dos recursos movimentados, o que levantou suspeitas entre os investigadores.
Ao todo, os investimentos foram feitos em 184 contas distribuídas em 67 fundos diferentes.
Saques e movimentações financeiras
No mesmo período analisado:
- O Banco Master retirou cerca de R$ 6,8 bilhões das aplicações
- Daniel Vorcaro sacou aproximadamente R$ 581 milhões
Os dados fazem parte do sistema e-Financeira, que reúne informações bancárias e fiscais para monitoramento de movimentações financeiras.
Fundos sob investigação
Parte dos recursos foi direcionada a fundos específicos, como:
- Scarlet FIDC, administrado pela Reag, que recebeu cerca de R$ 2,5 bilhões
- Montenegro FIDC, ligado à Trustee, com aproximadamente R$ 2,4 bilhões
As gestoras envolvidas são alvo de investigações por suspeitas de irregularidades, incluindo possível fraude e lavagem de dinheiro.
A Reag, por exemplo, foi atingida pela Operação Compliance Zero, que também investiga o Banco Master e levou à prisão de Vorcaro.
Contexto de investigações
O caso faz parte do chamado escândalo do Banco Master, considerado um dos maiores já investigados no país, envolvendo suspeitas de manipulação de ativos e uso de fundos para movimentações financeiras atípicas.
O Banco Master, inclusive, entrou em processo de liquidação após determinação do Banco Central em 2025.
Possíveis impactos
Especialistas apontam que o volume e a concentração dos investimentos podem indicar riscos ao sistema financeiro, além de possíveis prejuízos a investidores e cofres públicos.
A CPMI e outros órgãos de controle seguem analisando os dados para identificar eventuais irregularidades e responsabilizar os envolvidos.
Fonte: Metro1
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