Brasil
EUA autorizam venda temporária de petróleo russo para conter alta global dos preços
Medida de 30 dias flexibiliza sanções para ampliar oferta de petróleo no mercado internacional diante da disparada dos preços.
Matéria
O governo dos Estados Unidos autorizou temporariamente a venda de parte do petróleo russo que já estava em navios no mar, em uma tentativa de conter a forte alta dos preços da energia no mercado global. A decisão foi anunciada pelo Departamento do Tesouro e terá validade de 30 dias, até 11 de abril.
A medida permite que países comprem petróleo e derivados da Rússia carregados em navios até 12 de março, mesmo com as sanções econômicas impostas a Moscou desde a invasão da Ucrânia em 2022. A autorização busca aumentar rapidamente a oferta de combustível e reduzir a pressão sobre os preços internacionais.
Crise energética pressiona mercados
A flexibilização ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que provocou incerteza nas rotas de transporte de petróleo. Um dos principais pontos de preocupação é o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
Com a crise, o preço do barril de petróleo ultrapassou US$ 100, o que aumentou o risco de inflação energética e de elevação no preço dos combustíveis em vários países.
Volume pode chegar a mais de 100 milhões de barris
A licença temporária pode liberar a venda de aproximadamente 100 milhões a 128 milhões de barris de petróleo russo que estavam retidos em navios devido às sanções internacionais.
Segundo autoridades americanas, a decisão é limitada e emergencial, destinada apenas a estabilizar o mercado. O governo afirma que a medida não deve gerar benefícios financeiros significativos para a Rússia, já que a maior parte das receitas energéticas do país vem de impostos cobrados na produção interna.
Críticas internacionais
A decisão, no entanto, gerou críticas de alguns aliados ocidentais. Líderes europeus afirmaram que flexibilizar as sanções pode enfraquecer a pressão internacional sobre a Rússia no contexto da guerra na Ucrânia.
Especialistas apontam que a medida demonstra a dificuldade de equilibrar sanções políticas e estabilidade do mercado energético, já que o petróleo russo continua sendo um dos principais componentes do abastecimento mundial.
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