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Mesmo com guerra, Ipea prevê crescimento de 1,8% do PIB brasileiro em 2026
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada projeta que a economia brasileira deve crescer 1,8% em 2026, mesmo diante das incertezas provocadas pelo cenário internacional, marcado por conflitos no Oriente Médio.
A estimativa consta na mais recente edição da Carta de Conjuntura divulgada nesta semana e reforça um cenário de “otimismo moderado” para o país.
Guerra pressiona, mas não impede crescimento
O estudo considera os impactos da guerra iniciada em fevereiro entre Estados Unidos, Israel e Irã, que elevou a tensão global e pressionou o preço do petróleo.
Apesar disso, o Ipea avalia que a economia brasileira possui bases internas capazes de sustentar o crescimento, mesmo em um ambiente externo instável.
O instituto destaca que o mundo vive o momento de maior tensão geopolítica desde o fim da Guerra Fria, o que aumenta as incertezas econômicas globais.
Consumo das famílias é principal motor
Entre os fatores que sustentam a projeção positiva estão:
- Crescimento da renda das famílias
- Expansão do crédito no país
- Valorização real do salário mínimo
Segundo o Ipea, o consumo das famílias continua sendo um dos principais motores da economia brasileira, impulsionando a atividade econômica mesmo em cenários adversos.
Investimentos e gastos públicos ajudam
O relatório também aponta que:
- O crédito pode estimular investimentos privados
- O governo deve manter política de gastos sociais
- O novo arcabouço fiscal contribui para equilíbrio das contas
Além disso, o comércio exterior pode se beneficiar de investimentos globais em tecnologia e aumento dos gastos militares devido aos conflitos internacionais.
Histórico e projeções futuras
O Ipea revisou recentemente a projeção de crescimento de 2026 de 1,6% para 1,8%, após um início de ano mais aquecido do que o esperado.
Caso a estimativa se confirme, o Brasil terá um crescimento acumulado de 10,7% entre 2023 e 2026, superando períodos anteriores.
Para 2027, a previsão é de expansão ainda maior, chegando a cerca de 2% do PIB.
Cenário ainda exige cautela
Apesar do otimismo, o Ipea alerta que o cenário internacional continua sendo o principal fator de risco.
Oscilações no preço do petróleo, agravamento de conflitos ou mudanças no comércio global podem impactar diretamente a economia brasileira nos próximos meses.

